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Introdução ao tema: DEUS E O DIABO ESTÃO ATENTOS AOS DETALHES

O que te condena ao Céu e ao Inferno com certeza são os detalhes, não são as grandes coisas, pois estas nós as vemos. Somente quando voamos de avião vemos o quão pequenos somos, logo Deus é Deus e está alerta aos detalhes. Ele é onipotente, onipresente e onisciente.   Kátia Paes

BOM DIA SEXTA-FEIRA!

Pra vocês que acessam o meu blog, tenham um maravilhoso dia! Que até aquela coisa que você tem certeza que não vai dar certo, dê! Que corra maravilhosamente bem! Que o mal-humorado do seu chefe esteja bem-humorado! Que você encontre coisas boas por onde você cruzar! Enfim, que todos os dias sejam maravilhosamente o melhor da tua vida! Kátia Paes

Pensamento do dia: POBREZA

·       Irmã da dor; ·       Tia da humilhação; ·       Sobrinha da necessidade; ·       Neta do desespero; ·       Filha da submissão, e; ·       Mãe das lágrimas.     Você pode vencer esta família, vença! Kátia Paes

SAUDADES

Sou do tempo em que os bares que vendiam pão, salgados de frango e carne como joelho por exemplo, eram de portugueses e espanhóis. Agora em uma quadra é tudo chinês. Eu não sou contra a imigração desde que se respeite a legislação do país. Toda vez que eu peço um pastel de frango eu tenho medo que ele mie em vez de piar e ao comer um de carne, tenho medo que ele faça au-au em vez de mugir. Faz parte da cultura deles, é muito difícil. Em São Paulo, uns anos atrás, descobriram um restaurante coreano que descobriram carne de cachorro congelada e encontraram o último cachorrinho vivo, mas a polícia entrou lá e o salvou. O restaurante foi fechado. Quem duvidar pode acessar a internet. PS: A minha preocupação tem uma razão. Eles vão procurar carinho e encontram a faca. Porque tem tanto cachorrinho abandonado que ninguém vai dar falta por eles. Você comeria o seu de estimação? Kátia Paes

O CORAÇÃO DESOLADO

Na Avenida da Dor esquina com a Decepção morava um coraçãozinho tão machucado, maltratado, escorraçado, sofria tanto o coitadinho, pois passava fome, ficava ao relento e como se não bastasse era desprezado, quando não ignorado. Ao cair da noite, conseguia um jornal velho para esquentar-se e conseguia um canto qualquer na velha marquise que chamava de lar.  Olhava para o céu e rezava, agradecia pelo dia que terminava e pedia para que o dia seguinte fosse ao menos igual ao que passara, pois pelo menos ele havia sobrevivido. Mas, ao amanhecer ele observou que todos tinham sua companheira. Falou com o amigo: - Poxa, tão bonito vocês dois. - Você também deveria arrumar uma companheira. - Será? Tenho medo, já sofri tanto. Respondeu o amigo dele: - Claro que vai ser bom! Todo mundo tem direito a felicidade. - Ah, talvez! Exclamou o coraçãozinho. Anoiteceu debaixo da velha marquise e preparou-se para dormir. Olhou para o céu e rezou: - Ó meu Senhor de...

BREVE

Desculpe, paciência, por favor. Como vocês viram e verão, os meus contos foram vivenciados por mim em uma infância muito infeliz, com raros e muitos raros episódios felizes. Se relembrar é viver 2 vezes, também é sofrer o mesmo número ou mais, então alguns contos consegui só fazer em metáforas de tão doído que foi. Aí a dificuldade. Perdão. Grata, Kátia Paes

IMPERFEIÇÕES

Minha mãe ficou internada certa vez no hospital por 11 meses no Rio de Janeiro. Eu saía as 09:30 para chegar as 10:30 no hospital, visto que ficava no Rio Comprido. Voltando lá pelas 16h certo dia, um calor insuportável, ao passar o ônibus pela praia de Botafogo o sinal fechou e vi uma senhora moradora de rua de aparência franzina, pálida e com o semblante bem infeliz. Ela andava com um cachorrinho preto que mantinha o mesmo semblante, o da fome. Quando resolvi descer, o ônibus arrancou e aí sentei-me de novo. Poderia eu ter saltado no próximo ponto que ainda daria tempo de pegar a senhora com o cachorrinho, mas eu naquele dia falhei, não o fiz. Poderia justificar a vocês que estava cansada, era sexta-feira, o ônibus demorou muito, N desculpas, porém eu sei que falhei. Os dois estavam esquálidos com tanta fome, era muita tristeza. Eu até hoje me lembro da cara do cachorrinho. Logo eu que sempre dei ração aos bichinhos de rua, pois sempre os considerei vítima maior dos seres humanos...